Syngenta promove Expedição Calaris pelas principais regiões produtoras do país

Os técnicos vão mostrar a potencialidade do herbicida, que é a evolução das atrazinas para combater ervas daninhas do milho

20/02/2020 13:37:55

Atualizado:

27/02/2020 17:59:48

A cada safra, o controle das ervas daninhas nas lavouras brasileiras tem se tornado um desafio para o agricultor. Dependendo do estágio fenológico da planta, do grau de infestação, tipo de solo e condições climáticas, essas plantas invasoras podem reduzir até 70% da produtividade da plantação.

Um estudo da Embrapa Milho e Sorgo aponta que o impacto econômico, devido ao intensivo manejo para combater a erva daninha, pode chegar a R$9 bilhões de reais, o que se deve em razão da dificuldade de controle com os produtos disponíveis hoje no mercado, que são os mesmos há anos. Para controlar o problema, o produtor utiliza combinações de herbicidas com o objetivo de restabelecer o equilíbrio para o desenvolvimento da planta.

Mas, mesmo assim, a dificuldade no controle da infestação das daninhas tem sido um grande desafio nos últimos anos e está fazendo com que as empresas de herbicidas estejam diariamente pesquisando e desenvolvendo novas soluções para atuar no controle dessas invasoras.

Novas tecnologias, híbridos e formas de manejos são continuamente estudados  para analisar o grau de resistência e o efeito da aplicação, já que um herbicida aplicado de maneira errada pode provocar ainda mais danos à lavoura.

O milho no Brasil

A cultura do milho não foge também dos ataques das daninhas e está suscetível a uma série de invasoras. Hoje,  o Brasil é o segundo maior produtor de milho do mundo, com uma área que atinge 17,5 milhões de hectares, e passou a ser a segunda maior cultura depois da soja. A safra de milho no Brasil é realizada em dois momentos, a primeira semeada no verão, atingindo volume de 26,6 milhões de toneladas e a segunda, logo após a colheita da soja, denominada safrinha de milho, com produção de 70,9 milhões de toneladas. Somando as duas safras, a produção anual de milho é em torno de 97,5 milhões de toneladas no país, e atende a necessidade interna da cadeia da pecuária, a indústria do etanol e, ainda, a demanda internacional.

A lavoura comercial de milho no Brasil passou a ser cultivada inicialmente para atender à demanda da produção de animais do país. O cereal é a base da dieta das criações de gado, suínos, aves e peixes a qual auxilia no ganho de peso dos animais. Esse setor absorve hoje em torno de 60 milhões de toneladas do grão por ano, que são processados em farelo para ração.

Mas a demanda de outros setores, como a indústria do etanol e o mercado internacional, provocaram otimismo para o crescimento exponencial do cultivo do milho no Brasil. As plantações foram se estruturando e em uma década o país quase dobrou o volume de produção, de 56 milhões de toneladas em 2009/2010 para 97,5 milhões de toneladas em 2019/2020.

Com demanda e condições favoráveis de preço, o Brasil aumentou rapidamente nos últimos anos as exportações para o mercado mundial. Figura entre os quatro principais países exportadores e, no último ano, foi o primeiro no ranking, exportando 42,7 milhões de toneladas de milho. Os Estados Unidos aparecem na sequência com 41,3 milhões de toneladas, a Argentina exportou 36,2 milhões de toneladas e a Ucrânia 30 milhões de toneladas de milho.

Segundo o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção global de milho safra 2019/2020 será em torno de 1,11 bilhão de toneladas, para um consumo mundial de 1,13 bilhão de tonelada. O milho é a única cultura que ultrapassou a marca de 1 bilhão de toneladas produzidas anualmente e é a maior cultura agrícola mundial.

Isso torna o milho um importante cereal na escala da segurança alimentar mundial.  A FAO - Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação - acenou em um documento a responsabilidade do Brasil nesta questão, já que detém cerca de 25% do total de oferta de milho no mundo. O documento faz ainda um alerta para o futuro, considerando o crescimento da população de 7 bilhões hoje para 9 bilhões em 2050, ano em que o milho brasileiro deverá atender 40% da demanda mundial. 

O cultivo do milho

O cultivo de milho remonta de tempos antigos. Há registros que as primeiras espigas cultivadas em sistema de agricultura surgiram no México, há cerca de 7 mil anos, e se espalhou pelas Américas. No Brasil, registros apontam que os índios já plantavam milho antes da chegada dos colonizadores, mas foi a partir da chegada dos primeiros portugueses que o cultivo foi difundido e o milho passou a fazer parte do consumo alimentar da população.

As lavouras de milho mais tecnificadas ganharam impulso no Brasil nos anos 70,  com a introdução de novas técnicas agrícolas e a prática inovadora do plantio direto, um manejo que não faz o revolvimento do solo, utiliza palhada cobrindo a terra para manter a umidade e usa a rotação de culturas  como estratégia para diminuir pragas e doenças. A mudança no sistema de cultivo brasileiro foi fundamental para o aumento no volume de produção de milho no país.

 A produtividade do milho

Apesar do volume gigantesco de produção, o Brasil tem um grande desafio quando se fala em produtividade de milho. O cultivo do milho é feito em todos os estados do país, porém quando comparamos os desempenhos de produtividade por hectare entre as regiões, encontramos grandes disparidades.

O Paraná é o estado no sul do Brasil que tem a melhor a produtividade por hectare com estimativa média de 9.284(kg) por hectare na safra verão. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, estados também importantes no cultivo da safra de milho verão, registram respectivamente 7.533(kg) e 8.700(kg) de média de produtividade.

Entre as demais regiões do país, a disparidade é ainda maior quando se compara a produtividade do milho na safra verão. Enquanto sul, centro-oeste e sudeste têm médias de 8.215(kg), 7.966(kg) e 6.350(kg) por hectare; norte e nordeste obtêm somente metade destas médias: norte 3.310(kg) e nordeste 3.974(kg)  de produtividade de milho por hectare.

Ervas daninhas do milho

Por causa dos contrastes de produtividade no cultivo de milho no país, os pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo, em colaboração com a Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas, elaboraram um documento onde analisam os desafios para melhorar o desempenho da planta. O relatório destaca falta de adoção, por parte do produtor, dos princípios fundamentais de boas práticas agrícolas, principalmente para o controle eficiente de doenças, pragas e ervas daninhas, que serão fatores determinantes para o salto quantitativo da produtividade das lavouras de milho do Brasil.

Logo que o produtor deixou o sistema de cultivo antigo, onde era regra revirar o solo antes de plantar a semente, e adotou o sistema de plantio direto, se deparou com a infestação desordenada das ervas daninhas. Na época, o problema fugiu do controle, em muitas regiões do país, foram registradas perdas de até 80% de plantações, por descontrole das invasoras. O milho é suscetível a uma grande diversidade de ervas daninhas tanto de folhas largas quanto de folhas estreitas.

A Embrapa Milho e Sorgo listou as  principais ervas daninhas identificadas no Brasil que são mais resistentes aos defensivos e que tem trazido danos econômicos a cada safra, as de folhas largas são: Buva (Conyza bonariensis), Picão-preto (Bidens pilosa), Leiteiro (Euphorbia heterophylla), Corda-de-viola (Ipomoea grandifolia), Nabo (Raphanus raphanistrum) e Guanxuma (Sida rhombifolia).

Já as ervas daninhas de folhas estreitas com maior dificuldade de controle são: Capim-amargoso (Digitaria insularis), Capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), Papuã (Brachiaria plantaginea), Capim-arroz (Echinochloa cruz-pavonis) e Azevém (Lolium multiflorum).

O capim-amargoso

O capim-amargoso (Digitaria insularis), é uma espécie de gramínea  e tem sido uma grande dor de cabeça para o produtor, principalmente no cultivo da safrinha de milho.

Essa erva daninha tem característica agressiva e apresenta grande capacidade reprodutiva, com plantas podendo chegar a produzir 100 mil sementes, ou seja, se espalha rápido e com alto índice de resistência a herbicidas.

Exige do agricultor um controle preventivo, com o uso de um combinado de herbicidas, no combate a proliferação da daninha na área da plantação, no entanto o resultado não tem sido satisfatório.  

O manejo das ervas daninhas

O recomendado pelos pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo é iniciar o manejo contra ervas daninhas cerca de 20 a 30 dias antes do plantio do milho. O agricultor deve avaliar se há erva daninha na área, qual tipo e população de infestação. No nível controlado de infestação, faz-se roçada no local, porém se houver diversos tipos de daninhas e grande infestação, o produtor deve fazer o uso de herbicida.

Outro fator importante do manejo preventivo é identificar corretamente as daninhas que estão na área. O relatório indica o uso de combinações de herbicidas diferentes na mesma área para manejo pré-semeadura quando houver vários tipos de ervas daninhas agressivas na área.

A partir da semeadura e da emergência das plantas, o período crítico de competição entre o milho e as daninhas ocorre após 20 a 60 dias, quando o milho está com menos de três folhas; esse é o momento que define o potencial de rendimento dos grãos da plantação, e é onde são observados os maiores prejuízos para o produtor se não houver o controle adequado da daninha.

Apesar do produtor hoje ter muita informação disponível, os especialistas alertam sobre a dificuldade de estabelecer um parâmetro sobre o período que o milho aguenta conviver com a erva daninha sem ter perda de rendimento da produtividade

Essa situação é pontual de cada plantação e uma série de fatores técnicos devem ser considerados para determinar a aplicação de herbicida para erradicar o problema. O mais importante é entender que a presença de ervas daninhas na lavoura tem que ser evitada.

As plantas daninhas competem com o milho por água, luz e nutrientes. Quando há falta de água e presença de ervas daninhas, o milho cresce menos, afetando a parte aérea, radicular e também a eficiência da fotossíntese.

Em relação aos nutrientes, existem algumas ervas daninhas que têm maior eficiência na absorção em comparação com o milho. Por isso, adubar a lavoura pensando em dar melhores condições ao milho pode não ter o efeito desejado.

Já na disputa por luz, o milho tem maior vantagem na competição, mas mesmo assim, as ervas daninhas apresentam rápido crescimento e competem fortemente, principalmente nos estágios iniciais da cultura do milho. 

Além das práticas preventivas citadas, outras medidas são avaliadas para evitar a disseminação das ervas daninhas no campo como: investimento em sementes de boa  procedência, realizar a limpeza dos maquinários e equipamentos, eliminar os focos de plantas daninhas em beiras de estradas, cercas, terraços e canais de irrigação. Esses cuidados preventivos são essenciais para o sucesso da lavoura.

Caso não haja esses cuidados, há o risco das ervas daninhas levarem vantagem competitiva sobre a plantação de milho.

O uso herbicida no milho

No Brasil, há registros históricos de perdas de até 80% de lavouras de milho por descontrole de infestação de ervas daninhas. No combate usando herbicidas, o mais comum, e que vem sendo utilizado desde a década de 70, é a Atrazina. O herbicida Atrazina é da família das triazinas e se divide em três grupos: clorotriazinas, metiltiotriazinas e metoxitriazinas.

A Atrazina atua por inibição da fotossíntese e as plantas sensíveis ao composto químico sofrem amarelecimento das folhas, que conduz à necrose dos tecidos. O uso na lavoura é eficiente porque elimina apenas as plantas invasoras e não afeta o milho.

Além disso, as atrazinas podem ser associadas a outros tipos de herbicidas, como os glifosatos, permitindo um manejo mais efetivo quando há mais de um tipo de planta invasora no terreno.

Essa combinação de herbicidas para o combate às ervas daninhas na cultura do milho, utilizado há muitos anos, criou resistência das plantas invasoras. Nas últimas safras, o controle das daninhas tem ficado cada vez mais difícil para o produtor, trazendo perdas da lavoura e prejuízo econômico.

Os pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo estão preocupados com o problema e em seus relatórios indicam que novos mecanismos de manejo devem ser adotados. Os estudos apontam soluções como: trabalhar com rotação de herbicidas e um novo modo de ação no manejo.

Calaris -  herbicida Syngenta

Acompanhando o desafio do produtor para o combate às erva daninhas, a Syngenta desenvolveu o Calaris, um herbicida que traz em sua fórmula uma inovação. Desenvolvido após inúmeros estudos e pesquisas de campo, a Syngenta criou uma formulação que tem uma performance de alta eficiência com menor quantidade de produto na aplicação. 

O Calaris nasceu como uma evolução das atrazinas. A fórmula potencializada reduziu a dose na aplicação: com apenas um litro do produto por hectare, em média, o produtor consegue resultado superior ao manejo convencional com atrazinas, onde eram usados por hectare em torno de três litros do produto.

Essa redução da quantidade de produto é mais eficiente para todos da cadeia, já que há menos custo logístico e de armazenamento. Com menor volume de galões a serem transportados até a fazenda, o espaço para armazenamento se torna mais otimizado tanto na distribuidora quanto na propriedade, soma-se a isso mais eficiência e praticidade na aplicação, que é potencializada com uma dose.

O uso do herbicida Calaris é indicado para o uso no pós-emergência, e pode ser aplicado de forma isolada ou em parceria com outros herbicidas. É uma ferramenta inovadora, disponível para o produtor e que tem por premissa a busca por uma agricultura sustentável aliando produtividade no campo.

O Calaris demonstrou, com o uso de um litro do produto por hectare, que possui excelente controle às principais daninhas como o capim-amargoso, capim-colchão, capim-pé-de-galinha,  soja tiguera, picão-preto e caruru.

No terceiro dia, após a aplicação  do Calaris, é observado o efeito do produto sobre as plantas. O produtor vai perceber um branqueamento do meristema apical e as folhas mais jovens ficarão com aparência necrosada.

Além disso, outros fatores precisam ser considerados na hora da aplicação, como umidade e temperatura ambiente. Muitas vezes, uma infestação de ervas daninhas foge do controle justamente porque os protocolos de manejo não foram seguidos.             

A Expedição Calaris

A Syngenta preparou uma expedição que irá demonstrar, simultaneamente em dez estados produtores de milho no Brasil, os resultados do produto em campo. A Expedição Calaris terá o objetivo de mostrar para o agricultor como a evolução das atrazinas pode gerar resultados na lavoura.

A Expedição Calaris vai passar pelo Paraná, sul do país, percorrerá o sudeste, passando por São Paulo e Minas Gerais, visitará Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás na região centro-oeste, o Pará no norte e os estados do Maranhão, Tocantins, e Bahia no nordeste. Especialistas agronômicos da Syngenta demonstrarão a eficiência do Calaris e darão orientações sobre as maneiras mais eficientes para a correta aplicação do produto.  

O encontro também será um momento para o produtor trocar experiências e refletir sobre as mudanças importantes que se fazem necessárias no manejo da cultura do milho, quando se se trata de combate às ervas daninhas.

O sucesso no combate das ervas daninhas está diretamente ligado ao manejo eficiente, planejado e realizado de maneira específica, seguindo as recomendações técnicas passo a passo para obter o resultado esperado. Um erro no momento certo da dose ou aplicação do produto pode colocar em risco toda a plantação. Um prejuízo que nenhum produtor quer ter  durante a safra.

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