Percevejos marrom podem ser um pesadelo para a lavoura

A espécie, que pode chegar a uma longevidade de mais de 300 dias, é uma das pragas mais danosas para a soja

03/06/2020 16:01:19

Atualizado:

21/09/2020 14:48:34

Percevejo-marrom é uma das espécies mais prejudiciais à lavoura de soja

Quem planta soja sabe o quanto a presença do percevejo-marrom pode ser um incômodo quando o assunto é produtividade. No Brasil, essa espécie é uma das pragas mais prejudiciais às lavouras, podendo atacar o grão e comprometendo seu desenvolvimento.

Os primeiros registros da espécie no Brasil são da década de 1970, em cultivos de soja no estado de São Paulo. Relativamente raro nas lavouras daquela época, ele acabou se desenvolvendo ao longo das safras e se espalhando pelo Sul e Centro-Oeste.

O percevejo-marrom é conhecido por sugar a seiva dos ramos, hastes e vagens. Ele também causa danos indiretos, como a transmissão de doenças que estimulam um distúrbio que afeta a maturação, fazendo com que a planta fique com folhas verdes ao término do ciclo. Assim, o excesso de umidade acaba provocando problemas consideráveis na colheita.

Percevejo marrom: comportamento da praga

As fêmeas do percevejo-marrom depositam os ovos nas folhas, geralmente são massas de 5 a 7 ovos amarelados. Ao eclodirem, as ninfas permanecem sobre os ovos até iniciar o processo alimentar. No terceiro ínstar, elas ficam mais ativas, iniciam a dispersão e tornam-se mais vorazes.

O percevejo-marrom adulto vive em média 116 dias, mas pode chegar a uma longevidade de mais de 300 dias.

Essa é uma praga que prefere o clima quente para se reproduzir, por isso o seu período de atividade ocorre, geralmente, entre os meses de novembro a abril. Nesta janela de tempo, ele pode se reproduzir até três vezes. Após a colheita da soja, ele pode se alimentar de outras plantas, como carrapicho-de-carneiro, girassol e guandu.

Nos meses menos quentes, entre maio e novembro, o percevejo-marrom entra em processo de dormência sob a vegetação. Esse ato, chamado de diapausa, funciona como defesa, o que favorece a sobrevivência e o alastramento desta praga.

Perdas na Lavoura com o ataque do Percevejo Marrom

O dano causado pelo percevejo-marrom é reflexo da queda de qualidade do grão, que pode diminuir em 60% o potencial produtivo da cultura.

Durante a floração da soja (R1 E R2), ocorre o período de colonização dessa praga, com o aumento populacional vindo nas etapas seguintes, com o desenvolvimento de vagens (R4) e enchimento dos grãos (R5). Após a floração (R6), ocorre o período de alerta.

Como identificar?

Como o próprio nome indica, o inseto adulto do percevejo-marrom apresenta coloração marrom-escura, com dois prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos. No verão, costuma apresentar espinhos mais longos e escuros. No inverno, a coloração fica mais para o tom de marrom-avermelhado, com espinhos arredondados.

As ninfas recém-eclodidas medem cerca de 1,3 mm e têm um corpo alaranjado com a cabeça preta. Quando crescem, as ninfas de percevejos podem apresentar coloração entre o cinza e o marrom.

Percevejo Marrom: como combater essa praga

O percevejo-marrom é capaz de sobreviver na palhada da lavoura por meses sem se alimentar e uma das formas de controlá-lo é considerar o manejo do sistema soja-milho, e não das culturas isoladas.

Outras medidas indicadas são: tratamento sementes de soja, controle químico eficiente e controlar as ervas daninhas que hospedam os percevejos.

Antes do uso de produtos que combatem a praga, é fundamental monitorar as culturas anteriores e os restos culturais. Pois, ao contrário das lagartas, que provocam desfolha, os danos causados pelos percevejos podem ser percebidos apenas na hora da colheita, quando o dano econômico é irreversível.

O monitoramento efetivo, com entrada na lavoura pelo menos uma vez por semana, também é indicado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). É importante avaliar a população e os danos causados e fazer o controle apenas quando atingirem os Níveis de Ação (NA), que são medidas eficazes para o controle.

Usando o pano de batida no manejo de percevejos

Para o monitoramento de percevejos na soja, recomenda-se o método do pano de batida, no qual se considera como nível de controle a presença de dois percevejos adultos por metro linear, para a produção de grãos, e de um percevejo, para a produção de sementes.

Essa estratégia de manejo consiste no uso de um pano ou plástico branco de 1 metro de comprimento por 1 metro de largura, tendo nas bordas uma bainha onde são inseridos dois cabos de madeira. O pano, devidamente enrolado e sem perturbar as plantas, é introduzido entre duas fileiras adjacentes de soja e estendido sobre o solo.

Após essa manobra, deve-se inclinar as plantas das duas fileiras de soja e batê-las vigorosamente, com o objetivo de deslocar os insetos para o pano. Os percevejos sobre o pano são contados e registrados em fichas de monitoramento.

Este método é melhor operado por duas pessoas. Caso não seja possível, é indicado o uso do pano de meio metro por uma só pessoa.

Considerado um dos métodos mais eficazes para o registro de ocorrência de pragas na soja, é indicado realizar dez panos de batida a cada 100 ha. Caso a metodologia não seja aplicada corretamente, pode induzir o produtor ao erro para fazer o manejo desta praga.

Engeo Pleno S: choque e residual, sem igual

Ao constatar a presença de percevejo-marrom na lavoura de soja, o combate deve ser iniciado imediatamente. Entre as tecnologias e soluções disponibilizadas pela Syngenta para apoiar o produtor rural está o Engeo Pleno S, ferramenta eficaz para as primeiras aplicações

Com o seu choque e residual sem igual, Engeo Pleno S conta com a tecnologia Zeon, que com suas microcápsulas proporciona a liberação controlada do ingrediente ativo, fazendo com que este cubra toda a superfície da planta, conferindo um efeito de choque e residual ainda melhor.

A evolução dessa tecnologia Syngenta começa no preparo da solução. Seguindo as doses recomendadas, Engeo Pleno S já inicia o seu efeito de choque imediato e continua demonstrando sua eficácia no poder do seu efeito residual prolongado.

Engeo Pleno S tem alto controle dos insetos, em especial de ninfas e adultos.

Para melhores resultados, é recomendável utilizar o produto nas primeiras aplicações.

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