Milho safrinha: Brasil deve ter bons resultados em 2020

Clima favorável e bom manejo da lavoura contribuem para que produtores tenham safra cheia

01/04/2020 13:08:03

Atualizado:

02/04/2020 09:38:12

Plantação de milho

A segunda safra do milho no Brasil, também conhecida como safrinha, deve render bons resultados ao produtor rural. Com condições climáticas favoráveis e uma área 2,1% maior, a semeadura que teve início em janeiro vem acontecendo de forma satisfatória em todo o país. As projeções também são positivas em relação às exportações.

Dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgados no início de março indicam uma produção total do milho de primeira e segunda safras de 100,1 milhões de toneladas na temporada 2019/20, um crescimento de 0,3% em relação ao período anterior.

Os números refletem os bons índices alcançados na primeira safra quando, influenciada pelas boas cotações do cereal, foi registrado aumento de 3,2% na área semeada, chegando a 4,23 milhões de hectares e produção estimada em 25,6 milhões de toneladas.

Já na segunda safra, com a semeadura acontecendo à medida que avança a colheita da soja, é esperado um crescimento de 2,1% na área plantada.

É importante destacar que o milho é o cereal de maior volume de produção mundial e que o Brasil está entre os principais produtores e exportadores mundiais.

Há 10 anos, o país detinha apenas 1% do mercado global e agora já é responsável por 25% do total mundial das vendas.

Em 2019, se tornou o maior exportador do grão no mundo, com o embarque de 44,9 milhões de toneladas, um crescimento de 88% em relação ao ano anterior. 

O número superou inclusive os Estados Unidos, apontado como um dos grandes no mercado mundial.

Relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) aponta que a produção global de milho safra 2019/2020 será em torno de 1,11 bilhão de toneladas, para um consumo mundial de 1,14 bilhão de tonelada.

Perspectivas e clima favoráveis

A expectativa é que os níveis de produtividade apresentem bom desempenho nesta temporada.

Os estados de Mato Grosso e Paraná são os dois principais produtores de milho na 2ª safra.

A semeadura da segunda safra de milho acontece de acordo com o avanço da colheita de soja. Estudos apontam que o Mato Grosso é o estado mais adiantado no plantio da safrinha, tendo, até o final de fevereiro, já semeado cerca de 92% da área. Nesse estado, a expectativa é de um incremento de 9% na área plantada.

De acordo com a Conab, as condições climáticas registradas até o momento indicam bom desempenho, o que também resultará em reflexo positivo na safra. Vale lembrar que importantes estados produtores sofreram com estiagem entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, o que impactou a produção no país na safra passada.

Segundo modelo estatístico do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), para a Região Sul, são esperadas chuvas acima da média, principalmente em maio, com exceção do extremo sul do Rio Grande do Sul, o que favorece o plantio e estabelecimento das culturas de inverno.

Já nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, a expectativa para o próximo trimestre é de chuvas dentro e acima da média, o que contribui para as fases finais de desenvolvimento das culturas de verão, entre elas a safra de milho.

Em relação à temperatura, o modelo indica temperaturas acima da faixa normal em grande parte do país, com exceção da Região Norte e parte norte do Maranhão, Piauí e Ceará, onde o modelo indica temperaturas próximas à média.

Milho: preço da saca e exportação

Em relação ao mercado nacional, estudos apontam que a paridade de exportação do milho segue em alta devido ao dólar mais elevado, o que contribui tanto para acirrar a competitividade do milho nacional, quanto para a alta dos prêmios dos portos, o que evidencia maior interesse sobre o cereal brasileiro.

Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) indicaram que, em fevereiro desse ano, as exportações fecharam em 346,4 mil toneladas, índice acima das 78,1 mil toneladas negociadas em janeiro.

Em março, o preço do milho, medido pelo indicador Esalq/BM&FBovespa, teve recorde no fechamento. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o cereal atingiu R$ 58,41 por saca, alta de 9,69% no acumulado do mês. Este foi o maior valor nominal desde que a série foi iniciada, em 2004.

O cenário é reflexo da oferta limitada e demanda interna aquecida.

Segundo a Conab, para 2020 é esperado uma exportação de milho de aproximadamente 34 milhões de toneladas, porém o número depende de qual o volume de milho segunda safra comercializado antecipadamente deverá seguir para o mercado externo

É importante ressaltar que a alta produtividade na lavoura passa pelo manejo correto durante todo o ciclo da cultura. A condição de clima da região, época de semeadura, bem como o controle de pragas e a escolha de fungicidas adequados são alguns dos fatores que devem ser levados em conta e contribuem diretamente para melhores resultados na segunda safra.

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