Doenças de final de ciclo da soja são grandes ameaças à produtividade

Mancha-parda, crestamento foliar, oídio, antracnose e macha-alvo são algumas das doenças que podem colocar em risco boa parte da produção agrícola

10/03/2020 17:18:33

Atualizado:

12/03/2020 14:02:10

Produzir uma soja de qualidade e alcançar bons índices de produtividade é uma tarefa desafiadora para todos os sojicultores brasileiros.

A cultura, principal catalisadora econômica do agronegócio nacional, está suscetível a diversas intempéries climáticas, trazendo imprevisibilidade ao negócio do produtor. Além disso, a lavoura sofre a ação de diversos agentes biológicos, como doenças, pragas e plantas daninhas, ao longo de todo o seu ciclo.

Assim, é muito importante que o produtor realize as aplicações dos defensivos no momento correto. Exemplo disso é que o descuido no controle das doenças pode fazer com que os fungos se proliferem rapidamente, podendo tomar a lavoura por completo.

 Apesar deles estarem presentes em diversos momentos do cultivo, muitos dos sintomas destes fungos são mais facilmente percebidos apenas no final do ciclo reprodutivo, razão pela qual as doenças que “aparecem” neste estágio são conhecidas como doenças de final de ciclo (DFCs).

 Ainda que estas doenças geralmente se manifestem mais intensamente no período próximo à maturação da planta, é importante que o produtor não descuide da lavoura, uma vez que os grãos ainda não estão totalmente formados e o prejuízo pode ser grande.

 Exemplos claros das agressões causadas pelas DFCs são as doenças do crestamento foliar de cercospora (Cercospora kikuchii) e da mancha-parda (Septoria glycines), que podem, em conjunto, antecipar a desfolha da lavoura, assim como a ferrugem, causando severa redução na produtividade.

 Além disso, a cercospora também pode causar a macha-púrpura da semente, comprometendo os campos destinados à produção de sementes das empresas fornecedoras deste insumo.

 Outro vilão que pertence ao grupo das DFCs é o oídio (Erysiphe diffusa) que, tendo uma fácil capacidade de disseminação, pode causar uma diminuição de até 40% na produção da lavoura.

 Também é preciso se atentar à antracnose (Colletotrichum truncatum), uma ameaça de grande importância, já que a doença pode estar presente em todos os momentos do ciclo da soja. Na fase reprodutiva da planta esta doença ataca as vagens em formação, provocando sua queda.

 Já a mancha-alvo (Corynespora cassiicola) é mais uma intrusa que pode trazer inúmeros prejuízos para o produtor. Por ser um patógeno encontrado em muitas regiões e conseguir sobreviver em restos culturais, sua presença é praticamente certa em grande parte das lavouras, resultando em manchas por toda a planta e intensa desfolha.

 O que acontece na realidade é que, ao falarmos de DFCs, estamos falando de um complexo de doenças. Como estes fungos podem ocorrer ao mesmo tempo e, pior, sem que o produtor consiga muitas vezes diferenciá-los, combatê-los é uma tarefa nada fácil.

 O ideal é que sempre seja realizado o controle preventivo das doenças como forma de evitar ou retardar ao máximo a entrada delas. No caso de aparecimento das DFCs, o produtor deve trabalhar com fungicidas que sejam curativos por natureza, como os triazois, privilegiando produtos de amplo espectro que sejam capazes de combater a maior gama dessas doenças.

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