Cigarrinha-do-milho: uma vilã em sua lavoura

06/04/2020 18:14:34

Atualizado:

06/04/2020 18:16:40

Cigarrinha-do-milho é uma das principais ameaças da lavoura

Já ouviu falar da cigarrinha-do-milho? O nome pode até soar inofensivo, mas o estrago que ela pode causar em sua plantação não tem inocência nenhuma. Com cerca de meio centímetro e de difícil controle, esse inseto é responsável pela redução de até 70% na produtividade da cultura do milho.

Para enfrentar esse inimigo, é preciso atenção e preparo. Afinal a praga, que é considerada hoje uma das principais ameaças ao produtor, pode aparecer em diferentes estágios da lavoura.

Considerado vetor de transmissão da risca do milho (Maize Rayado Fino Virus), a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidi) também pode causar o enfezamento pálido e vermelho no milharal.

O resultado? Lavouras com pouco desenvolvimento e baixa nutrição das plantas, o que acarreta em menor produção de grãos.

Milho: cultura em crescimento

Apesar da cultura de milho estar em crescimento no Brasil, pragas como a cigarrinha-do-milho podem comprometer a produção.

Vale ressaltar que o Brasil, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), deve atingir na safra 2019/20 uma produção total do milho de primeira e segunda safras de 100,1 milhões de toneladas, um aumento de 0,3% em relação ao período anterior.

O país está entre os principais produtores e exportadores mundiais, saltando de um índice de 1% de participação no mercado global há 10 anos para 25% do total mundial de vendas na temporada passada.

Relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) aponta que a produção global de milho nesta temporada será em torno de 1,11 bilhão de tonelada, para um consumo mundial de 1,14 bilhão de tonelada.

Por isso mesmo, proteger as lavouras e combater pragas como a cigarrinha-do-milho é essencial para que o país continue se destacando.

Cigarrinha-do-milho é de difícil controle

De cor branco-palha, podendo apresentar-se levemente acinzentada, a cigarrinha-do-milho se alimenta da seiva da planta e põe seus ovos sob a epiderme da folha.

Considerada uma praga de difícil controle, pode dizimar grandes extensões de áreas de cultivo devido à facilidade de sua migração.

Sozinha, a cigarrinha não causa nenhum dano, no entanto, se estiver infectada, pode destruir a lavoura. Essa infecção acontece quando o inseto se alimenta de uma planta contaminada e, após um período de incubação, se alimenta de uma outra planta.

Quando isso ocorre, ao atacar o milho o inseto transmite doenças por meio dos moliculites, bactérias que causam os enfezamentos pálido (causado por espiroplasma) e vermelho (fitoplasmas).

Especialistas afirmam que, como não é possível identificar se o inseto está ou não infectado, o produtor precisa tomar os cuidados.

As altas temperaturas têm grande influência na infestação. Abaixo de 20°C, por exemplo, não há eclosão das ninfas. No entanto, é importante ressaltar, os ovos permanecem vivos.

Já em temperaturas mais altas, as ninfas eclodem, dando início à invasão. Com isso, plantações semeadas mais tardiamente, em especial as lavouras do milho safrinha, se tornam cenários mais favoráveis para o ataque.

Em cerca de 27 dias, a cigarrinha-do-milho completa seu ciclo biológico, o que representa uma média de 5 a 6 gerações por ano, dependendo da temperatura da região.

Geralmente, essa praga atinge a lavoura com maior intensidade nos estágios iniciais.  Depois, migra para outras plantações nas fases de reprodução e colheita.

Além da perda de grandes áreas da plantação, entre os prejuízos ocasionados pela cigarrinha-do-milho com o enfezamento, estão:

  • Descoloração das folhas (que ficam amareladas e avermelhadas);
  • Espigas menores e com menos grãos;
  • Proliferação de brotos nas axilas das folhas;
  • Tombamento (em alguns casos, decorrente do crescimento deficiente das raízes).

Já com a transmissão da risca do milho, pode ocorrer a redução de crescimento e aborto das gemas florais, comprometendo severamente a produtividade da lavoura.

Como combater a cigarrinha

Estudos apontam que o combate à cigarrinha-do-milho depende de uma série de estratégias combinadas. Isso porque o manejo de modo isolado já se mostrou ineficiente para o controle da praga.

Além do tratamento de sementes, que proporciona uma proteção inicial contra cigarrinhas e outros insetos, o monitoramento constante da lavoura também é necessário.

Aplicações foliares de inseticidas com base na amostragem da população da praga também são indicadas, podendo ser feitas cerca de 40 dias após a germinação, se estendendo até o pendoamento.

A eliminação das “tigueras” – nome dado ao milho voluntário que fica nas lavouras durante todo o ano – é outra estratégia eficaz no manejo da cigarrinha. Isso porque o milho é o principal hospedeiro dessa praga e, ao eliminar as plantas, o produtor está retirando de sua lavoura possíveis fontes de alimento e, consequentemente, impedindo a reprodução do inseto.

Além disso, é importante monitorar a presença de cigarrinha em todas as safras e considerar o histórico de ocorrência de insetos.

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