Bicho mineiro preocupa cafeicultores do Cerrado

Falta de chuvas e altas temperaturas favorecem a infestação da praga

20/05/2020 03:18:23

Atualizado:

27/05/2020 19:08:45

Bicho mineiro preocupa cafeicultores do Cerrado

Os cafeicultores do Cerrado Mineiro estão atentos ao aumento da incidência de um velho conhecido nas lavouras de café: o bicho mineiro (Leucoptera coffeella). Considerada a principal praga do cafeeiro no Brasil, a lagarta dessa pequena mariposa branco-prateada pode devastar o cafezal, causando perdas de mais de 70% de produtividade.

De difícil controle, a infestação do bicho mineiro causa a queda das folhas de café e compromete a capacidade fotossintética das plantas, atingindo diretamente o rendimento da safra colhida.

Nesse novo ano agrícola, a praga apareceu de forma generalizada em todas as regiões cafeeiras de arábica do Brasil, em especial nas mais quentes e de alta pressão, o que inclui o Cerrado Mineiro.

“O período pós colheita seco associado às altas temperaturas aceleram o ciclo de vida do bicho mineiro. Com isso, a praga desenvolve várias gerações num curto espaço de tempo, dificultando as estratégias de controle”, observa Paulo Azevedo, engenheiro agrônomo da Syngenta.

Monitorar a área e entender os picos de infestação, bem como as medidas de controle existentes estão entre as estratégias para o produtor rural proteger sua lavoura.

Perdas: bicho mineiro pode causar desfolha intensa

Com um ciclo evolutivo que pode variar entre 9 e 40 dias, de acordo com as condições climáticas, a lagarta do bicho mineiro causa lesões nas folhas, deixando um vazio entre as duas epidermes, as populares “minas”.

Essas lesões diminuem a área fotossintética e, em altas infestações, podem levar à grande desfolha que, quando acontece na pós colheita, causa danos irreversíveis para a safra seguinte.

Isso porque o cafeeiro perde a sua principal matriz energética, exigindo que as reservas que seriam destinadas ao pegamento das flores sejam usadas para formação de novas folhas.

De acordo com Paulo Azevedo, mesmo durante a época da colheita tem se verificado a alta incidência da praga, o que torna inviável a adoção de práticas de controle como a pulverização das lavouras, por exemplo.

Por isso, a orientação é de uma ação rápida e precisa. “O conhecimento das fases do ciclo de vida da praga (ovo, lagarta, pupa e mariposa) são fundamentais para o monitoramento e escolha da estratégia de manejo a ser adotada”, disse.

Controle da pupa e assepsia

Nas áreas onde o nível de pupa é muito alto, é indicado que o combate seja feito por meio do manejo cultural.

Entre as recomendações está a utilização do manejo mecânico, que consiste em soprar as folhas com pupas que estão embaixo da planta para o centro da linha e passar a trincha, eliminando a possibilidade de um novo ciclo de mariposas.

Outra medida considerada importante é a assepsia, que consiste em manejar as pulverizações de inseticidas para diminuir o número de mariposas e ovos depositados sobre as folhas sem proteção.

Bicho mineiro: a hora de ganhar o jogo é agora

A combinação dos métodos de controle do bicho mineiro é um diferencial muito grande no combate à praga. Inseticidas que podem ser aplicados via solo e foliar, se utilizados na hora certa, podem ser o fiel da balança entre o fracasso e o sucesso da safra.

Nas regiões mais quentes e de alta pressão, entre as soluções recomendadas está a aplicação de Voliam Targo + Ochima, além do inseticida de solo Durivo/Actara.

O controle de pragas pode ser feito também com a aplicação sequencial de Curyom+Vertimec+Ochima e, 20 a 30 dias após com Voliam Targo + Ochima, como forma de possibilitar o manejo com efeito choque e, posteriormente, garantir longo efeito residual de controle.

Todas essas ações fazem parte do conceito Praga Zero, da Syngenta, programa que visa proporcionar o manejo anti-resistência com o uso diferentes grupos químicos e modos de aplicação, garantindo o controle da praga, a produtividade e o vigor das plantas.

A combinação dessa tecnologia com a orientação técnica adequada coloca à disposição dos cafeicultores as condições necessárias para agir no momento certo.

“Muitas vezes, o cafeicultor acredita que está tudo certo, ‘deixando para depois’ com a falsa sensação que a praga está controlada. Porém, é nesse momento que perde a batalha contra o bicho mineiro”, disse Paulo Azevedo.

“Acabamos de passar por um período chuvoso e temperaturas dentro das médias históricas nos meses de janeiro e fevereiro de 2020, que permitiram que o ciclo da praga fosse interrompido. É o momento de agirmos juntos, todos de uma vez. A hora é agora! O controle tem que ser efetivo e rápido, caso contrário, pode ser tarde demais”, alertou o engenheiro agrônomo da Syngenta.      

O programa Praga Zero da Syngenta consiste em aplicações de inseticidas/fungicidas via solo e foliar, rotacionando 5 grupos químicos diferentes de forma ordenada para garantir a melhor performance de controle no campo.

Vale ressaltar que o programa já é adotado por diversos cafeicultores da região do Cerrado Mineiro, que estão obtendo lavouras sadias e livres da praga.

Para saber mais sobre as soluções e tecnologias disponíveis para os diferentes momentos da lavoura, basta acessar o site.

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