Antracnose e mancha-alvo: por que se preocupar com elas?

Sojicultor deve ficar atento a essas duas doenças comuns e que podem causar grande impacto na lavoura

22/04/2020 14:43:02

Atualizado:

03/09/2020 14:04:42

Antracnose e mancha-alvo podem causar grande impacto na lavoura

A safra de soja 2019/20 está encaminhando para o fim, mas nem por isso o produtor rural pode descuidar. Alcançar boa produtividade e qualidade dos grãos são desafios constantes e, para atingir seus objetivos é preciso atenção com algumas doenças que podem colocar em risco a produção.

Entre as doenças que podem atingir a plantação estão a mancha-alvo (Corynespora cassiicola) e a antracnose (Colletotrichum truncatum). Velhas conhecidas do sojicultor, nas últimas safras observou-se um aumento significativo em suas ocorrências, tanto por conta das condições climáticas quanto pelas práticas de manejo adotadas.

Transmitidos via sementes e com capacidade de sobreviverem nos restos culturais (os resíduos de soja levam entre 24 a 35 meses para se degradar por completo), esses fungos da soja podem ocasionar sérios danos à lavoura se não forem identificados e combatidos em seu estágio inicial.

De rápida propagação e facilmente disseminadas, essas doenças poderiam ser controladas antes mesmo de seu aparecimento através de ações estratégicas como os princípios do manejo consciente, fundamentais para maximizar a proteção do campo contra o complexo de doenças da soja. O uso de fungicidas e multissítios também ajuda no controle.

Mancha-alvo e antracnose: características das doenças

Causada pelo fungo Corynespora cassiicola, a mancha-alvo foi relatada pela primeira vez na cultura da soja no Brasil, no Estado do Paraná e posteriormente no Estado de São Paulo, em 1976. Hoje, é detectada em todas as regiões agrícolas do país, com destaque para o Cerrado.

Sua incidência aumentou nas últimas safras, principalmente por conta do aumento da semeadura de cultivares suscetíveis e da menor sensibilidade e resistência do fungo aos fungicidas comumente usados.

Com perdas que podem chegar até 50% da lavoura, a doença se caracteriza por manchas foliares circulares de até 2 cm de diâmetro, com centro escuro e anéis concêntricos. Embora seja frequentemente observada nas folhas, a doença também pode afetar hastes e raízes, causando podridões nas flores e vagens.

A principal consequência da mancha-alvo é a desfolha precoce, o que compromete o enchimento do grão e a produtividade da colheita.

Entre as estratégias no controle da doença estão o uso de sementes limpas e tratadas com fungicidas e a rotação de culturas, principalmente com milho ou outras gramíneas.

O controle químico, com o uso de fungicidas com diferentes modos de ação, permite que a doença não se torne resistente a algum produto.

Antracnose: grande vilã

Favorecida pelo clima quente e úmido, a antracnose já foi considerada a segunda doença mais importante da cultura em safras passadas. Em anos chuvosos, pode levar à perda total da produção, no entanto, entre os danos de maior frequência está a redução do número de vagens.

Podendo ocorrer desde o início do desenvolvimento, mas mais comum em estádios mais avançados, a doença pode levar à morte das plântulas e manchas negras nas nervuras das folhas, hastes e vagens.

A antracnose pode ocasionar a queda total das vagens e a incidência do fungo se dá, geralmente, pelo uso de sementes infectadas ou ainda pelo desequilíbrio da planta, aliado ao ambiente favorável, presença de inóculos na região e materiais genéticos mais suscetíveis.

A rotação com culturas não hospedeiras e o tratamento de sementes estão entre as ações de controle indicadas para evitar o ataque da doença.

Por ser um patógeno necrotrófico (que sobrevive em restos culturais), as aplicações de fungicidas ainda no estádio vegetativo da cultura, em torno de 30 dias, são indicados para um melhor controle.

Como combater a mancha-alvo e antracnose

Tanto a mancha-alvo quanto a antracnose podem apresentar longo período de latência, com os sintomas sendo identificados apenas após o início do florescimento, mesmo quando a infecção ocorre na fase vegetativa.

Para proteger a lavoura de soja, a Syngenta orienta os produtores sobre o uso preventivo e combinado de fungicidas parceiros, a rotação com culturas não hospedeiras e tratamento de sementes, entre outras soluções desenvolvidas para possibilitar o bom desempenho da lavoura nos diferentes estágios.

Entre as soluções disponíveis, a Syngenta recomenda uma solução robusta para controle, com a aplicação do fungicida Elatus®+ Bravonil ou Elatus + Cypress®.

Essa combinação preventiva proporciona um controle eficaz das doenças, proporcionando ótimos resultados de colheita ao produtor.

Elatus tem em sua composição carboxamida e estrobilurina, que fornecem a “primeira dose” de prevenção para a lavoura.

Já o triazol Cypress combina dois ingredientes ativos – ciproconazol e difenoconazol –, se tornando uma alternativa eficiente para potencializar os efeitos de outros fungicidas.

Para saber mais sobre essas e outras soluções para o sucesso de sua lavoura, acesse o portal da Syngenta e confira nosso portfólio completo.

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