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Produtores em alerta: ocorrências de ferrugem asiática são registradas no Sul do País

Pesquisador destaca as melhores práticas para o controle efetivo da doença, como por exemplo, a correta aplicação de fungicidas.

19/12/2019 19:28:28

Atualizado:

19/12/2019 19:29:56

Após o aparecimento dos primeiros sinais de esporos da ferrugem asiática na safra de soja 2019/2020, bem como a presença de soja voluntária com ferrugem em várias regiões produtoras do país, o Consórcio Antiferrugem registrou, na última semana, algumas ocorrências da doença em lavouras comerciais, especialmente nos estágios R4 e R5 da soja.

O pesquisador Lucas Navarini destaca que a doença se manifestou mais tardiamente este ano se comparada à safra anterior, porém, continua demandando uma série de cuidados, afinal, ela pode comprometer a produtividade da cultura em até 70%. Diante deste cenário, Navarini aponta dois pontos que são importantes para o manejo da ferrugem asiática. “Primeiramente, quanto mais tarde for a semeadura da soja, mais antecipada deve ser a aplicação de fungicidas. Em paralelo, é fundamental respeitar as características dos produtos”, diz. 

Assista ao vídeo abaixo e confira as dicas do pesquisador na íntegra:

As orientações de Navarini vão ao encontro do Manejo Consciente, programa da Syngenta que reúne as melhores práticas do mercado para garantir a proteção dos fungicidas e o futuro da cultura da soja. Considerada como a melhor estratégia no combate à ferrugem asiática, a inciativa é permeada por 10 princípios fundamentais. Conheça cada um deles a seguir:

1) Iniciar as aplicações de fungicidas preventivamente
A melhor forma de controlar as doenças da soja são as aplicações preventivas, por meio de dois princípios ativos: carboxamidas e estrobilurinas.

2) Usar os quatro modos de ação de fungicidas nos programas
Os quatro modos de ação são divididos em preventivos (carboxamidas e estrobilurinas) e curativos (triazóis e multissítios).

3) Aumentar a eficácia dos programas com multissítios e triazóis
A utilização de multissítios e triazóis, junto a parceiros ou protetores, aumenta a eficácia do controle e ajuda no manejo da resistência.

4) Máximo de duas aplicações de carboxamidas, com parceiros e no início do ciclo
As carboxamidas, como são preventivas, devem ser utilizadas no início do ciclo. Mais de duas aplicações de carboxamidas é uma ação prejudicial ao manejo da resistência.

5) Utilizar doses, adjuvantes e intervalos recomendados pelos fabricantes
Quando essa regra não é respeitada, os resultados podem não ser adequados. Não seguir essas recomendações também pode levar ao aumento da resistência.

6) Seguir o vazio sanitário
O período sem lavoura de soja e sem plantas voluntárias no campo tem como objetivo reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática durante a entressafra e, desta forma, atrasar a ocorrência da doença na safra seguinte.

7) Buscar o escape plantando na época certa
Quanto mais cedo se planta e mais cedo se colhe, maior é a probabilidade de escapar da ferrugem.

8) Privilegiar variedade de ciclos mais curtos
A utilização de cultivares de ciclo curto segue o mesmo princípio do escape: quanto menos a soja demorar para se desenvolver e ser colhida, menor será a possibilidade de sofrer danos causados pela ferrugem e outras doenças.

9) Explorar a tolerância  genética das variedades
A escolha da variedade mais adequada para cada região é fundamental para a proteção e bom desempenho da planta.

10) Usar uma tecnologia eficiente de aplicação
Para obter os melhores resultados, a utilização de defensivos deve seguir diversas regras. Entre elas está a tecnologia de aplicação, que colabora para a eficiência do defensivo.

Clique aqui e saiba mais sobre o programa Manejo Consciente. Além disso, você pode acompanhar o monitoramento da ferrugem asiática diariamente no site http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main.

 

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